segunda-feira, 26 de março de 2012

Mudança de hábitos

Felizmente não sou assinante de nenhuma revista!

Tal não invalida que de há uns anos para cá (poucos, felizmente) não comprasse algumas revistas com muita regularidade.

De forma religiosa, a "Casa Dez", todos os meses, e a "Ideias", trimestralmente.

Assim que estas revistas eram postas à venda, aqui a menina Luarte já nem sequer as folheava. Chegava ao expositor da papelaria ou quiosque e pegava na revista em questão para a comprar. Já em casa, é que me punha a folhear as páginas e a conhecer as novidades, temas e sugestões.

No início deste ano dei por mim a repensar esta atitude e estas minhas compras.

Muitas vezes nem metade dos artigos leio. Limito-me a ver as imagens e a ler só o que me chama mais a atenção ou aquilo que já por si aparece em destaque.

Dei por mim a não levar mais de 8 a 10 minutos a ver a revista.

Muitas vezes, chego ao fim e fico com a sensação que aquela edição nem trazia assim sugestões ou ideias tão novas e giras que valessem a pena o dinheiro. Mas enfim, já existe o hábito da sua compra.

Depois, as ideias que me chamam realmente a atenção ficam-me na cabeça. Não preciso comprar ou guardar a revista (não ponho em prática coisas demasiado elaboradas que impliquem uma consulta muito atenta do artigo). Se gostei muito de uma ideia, a tal ponto que tenha vontade de a experimentar, ela simplesmente já não me sai da cabeça.

Apercebi-me que a pouco e pouco começo a somar revistas e fiz o exercício de projectar essa visão a longo prazo. Assustei-me! Vi várias pilhas de revistas! Simplesmente assustador!

Uma pilha de revistas
(ideia ilustrativa retirada da net)

Felizmente cá em casa não tenho nem metade desta pilha de revistas.

Além disso tenho um problema ainda a resolver. Eu dificilmente consigo desfazer-me deste género de revistas. Existe um género de pretexto tirano que se impõe à minha consciência e que me leva a acreditar que posso mais tarde vir a querer ou precisar de as consultar em busca de uma qualquer inspiração.

Mas a decisão que tomei desde o início deste ano foi a de deixar de comprar estas revistas de forma sistemática.

Sendo mensais ou trimestrais tenho muitas vezes oportunidade de as consultar, sem ter obrigatoriamente de as comprar. Elas vão estando por aí durante muito tempo... Se valer assim tanto a pena, não me escuso a comprar um ou outro número.

Poupo dinheiro e poupo sobretudo espaço em casa (porque a ideia de enfiar as coisas que não se precisam na arrecadação "até um dia" é uma fraca ideia).

E com esta decisão que tomei sinto-me muito mais livre.

Por enquanto fico com as revistas que tenho.

Se calhar daqui a algum tempo, serei capaz de me livrar delas sem quaisquer constrangimentos. Neste momento não. Como ainda tenho alguns problemas com o conceito de desapego, vou inicialmente fazer algo muito semelhante a isto:


Um dia destes vou etiquetar os artigos que me parecerem mais interessantes (ainda não sou capaz de as esfrangalhar, arrancando-lhes páginas). E assim, a ser necessária a sua consulta, tudo se torna mais fácil e rápido.

Por outro lado, com o fim "obrigatório" das mencionadas revistas, sinto-me com a consciência mais tranquila porque deixei de somar papel cá em casa, que implica obviamente espaço onde o ter. E eu cada vez mais prezo, ainda que não de forma radical, o espaço, o ter espaço para poderem fluir boas energias.

E o melhor de tudo, continuo a consultar as revistas que gosto :)

20 comentários:

  1. Olá luarte,
    Eu sou assinante da Ideias Casa Claudia até à edição 37...não vou renovar a assinatura.Estou numa fase de minimizar, destralhar e sinto-me muito bem assim.Já decidi que depois de acabar a assinatura, vou perder 3 min a folher a revista em casa do "Ti Belmiro", só se me interessar é que compro:)
    bj

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    1. ce. eu agora também folheio na casa do "Ti Belmiro" :)
      Beijinhos

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  2. Revejo-me um pouco em ti Luarte. Mas ando a pensar fazer o mesmo com algumas revistas. Em vez de marcar o que quero penso em digitalizar os artigos que me interessam e no final desfazer-me das ditas.
    Beijinhos!

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    1. Guidinha, digitalizar também é uma boa estratégia, mas conheçendo-me como conheço não dá para mim. Roubar-me-ia muito tempo. Mais facilmente esfrangalho as páginas.
      Beijinhos

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  3. Eu também comprava religiosamente a revista "Ideias", com o tempo foi a única a que me comprometia a comprar... depois o preço subiu e já nem essa compro. Penso o mesmo que tu, tenho tantas, tantas revistas que já dou por mim a rasgar páginas e guardá-las num dossier como inspiração.
    Não podemos guardar tanta coisa em casa :p)

    Beijinho

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    1. Essa ideia do dossier é boa, também já tinha pensado em algo do género.
      Beijinhos

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  4. Eu fiz assinatura da Casa Claúdia e mais tarde numa promoção, fiz ainda a subscrição da Ideias. (Ficava quase ao mesmo preço de apenas uma...)
    Com a assinatura fica muito mais barata e gosto muito de ambas, mas é como dizes, não demoro mais de 10 min a apreciá-las e depois fico com elas a vida toda porque não me consigo desfazer delas :S
    Já tinha decidido que não renovaria a subscrição.
    Há que poupar, tanto em dinheiro, como em recursos.
    Beijinhos

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    1. è isso mesmo, em menos de nada se vê a revista toda e depois fica-se com a mesma a ocupar espaço. Dá que pensar.
      Beijinhos

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  5. Luarte querida,

    Estive sumida mas estou de volta para apreciar teus escritos dos quais tanto gosto.Prometo não sumir mais...estava com saudades de te ler.
    Bjssssss,
    Leninha

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    1. Olá, Leninha :)
      Sejas bem-vinda novamente.
      Beijinhos

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  6. Que bom ler o teu post...reforça em mim uma atitude que tomei em 2011, e que as vezes ainda compro no impulso. Sempre fui fissurada por revistas e tinha vicio de comprá-las e assiná-las.Meu sonho era ter uma banca para ter acesso a todas, olha o grau da loucura!!!Estoume libertando do vicio, mas quantidade que tenho em casa é absurda!!!os poucos vou dando a elas um bom destino. Adorei o post. Bjs.

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    1. Isso é que é vício. Espero não chegar a esse grau de "loucura" :D
      Beijinhos

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  7. Olá,
    Eu adoro ler, seja livros, seja revistas, adoro mexer em papel. Já fui assinante de muitas revistas, já acumulei muitas revistas em casa, já estraguei um bocado de um chão de madeira por casa disso, enfim... Adorava e Evasões , viajava imenos no papel, tinha fotos bonitas e eu guardava e guardava e guardava porque era muito complicada deitar fora. entao comecei a seleccionar apenas alguns artigos, mas muito mais tarde cheguei à conclusão que nunca mais os via ou lia.
    eu era assinante da revista Sábado (semanal) e da revista Activa(mensal)mas o que eu fazia era: lia as revistas e depois dava ao senhor da biblioteca da escola onde dou aulas: ele gostava da sábado e a mulher dele lia a Activa. Agora já anulei a minha assinatura. e senti uma certa libertação. Quando algum artigo da capa me agradar, compro a revista, mas não tenciono acumular em casa, já tenho papel que sobre cá por casa.
    Beijinhos.

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    1. É estranho, mas quando mudamos certos hábitos enraizados, sentimos mesmo uma grande libertação.
      A minha ideia agora também é só comprar quando realmente se justificar.
      Beijinhos

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  8. Olá Luarte,
    Compreendo muito bem esse "carinho" pelas revistas!! Sabes como resolvi a questão?
    Primeiro, passei a comprar muito raramente - porque percebi que muitas vezes trazem artigos repetidos, muito parecidos ou não praticaveis de todo.

    Depois...
    Esfrangalhei-as, mesmo. E não doeu tanto assim! Arranjei um dossier a que chamei "ideias de decoração". Criei separadores para as divisões da casa, estações do ano e quadras festivas.
    Corto as fotos ou os artigos que me interessam, colo numa folha A4 que guardo dentro de uma mica, porque é mais agradavel de folhear.

    Ora com isto sei sempre onde está "aquela ideia" que tinha visto em qualquer lado. Ocupa muito menos espaço. Não cria pó. Por exemplo agora, se for aos separadores Primavera ou Páscoa sei que encontro coisas giras para esta altura do ano. Fica a ideia!

    Beijinhos

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    1. Paula M, obrigada pelo teu comentário tão inspirador.
      Acabaste de me dar uma grande ideia. Por acaso já tinha pensado colocar artigos e fotos num género de dossier, mas não tinha nenhuma ideia de como o organizar.
      Adorei a tua sugestão, com separadores para as divisões da casa, por temas e quadras festivas. Acho que um dia destes vou pôr esta ideia em prática :)
      Não me desfaço totalmente das revistas que tenho e guardo de forma religiosa as ideias que mais gostei. Continuo a achar que o papel tem o seu encanto, mas com conta peso e medida :)
      Beijinhos

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  9. Eu era assinante da Casa Claudia + Ideias. Com o tempo, comecei a aperceber-me que não ligava quase nada ao que vinha na primeira. E por ser trimestral, a segunda tirava-me o ânimo. Cancelei a assinatura (não sem antes ter de recusar imensos telefonemas chatos da editora, com novas propostas e descontos... irra pareciam lapas!)

    Comecei a gostar mais do que via nas publicações espanholas, e comecei a comprar uma vez por mês.
    No entanto, certos blogs e sites como o "Achados de Decoração" vieram saciar a minha vontade de ver decorações bonitas, e os outros blogs vieram completar o resto, com inspirações fresquinhas (ou não) e ideias interessantes para pôr em prática.

    Há mais de 3 meses que não compro uma revista, e não é só na tentativa de poupar, apenas não sinto tanta necessidade, com a web tão á mão :)

    Tenho duas pilhas de revistas (muitas já deitei fora, mas normalmente guardo as Micasa e as El Mueble), mas não consigo recortá-las. Não é por apego, é porque acho que iam dar um dossier feio, que eu nunca utilizaria...
    Beijinho

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  10. Como te compreendo :)
    Tenho em casa colecções de revistas, apesar de não ser assinante de nenhuma, mas comprava sem pensar.. Agora penso duas vezes, e se folhear a revista antes, vejo perfeitamente se vale a pena compra-la ou não. Na maioria das vezes não há quase nada que me interesse. E já poupei muito dinheiro nisso :)

    Beijinhos

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  11. Ah eu tenho bem mais de metade dessa pilha!! E sonho ser minimalista (numa outra vida, só pode! ;))
    A minha ideia de reduzir tralha é mesmo arrancar as páginas interessantes. O problema é que numas vezes acho interessantes umas páginas, noutras outras...mas se forem para o lixo depois nem me lembro do que gostava e agora existem tantas boas/óptimas ideias na net! Mesmo assim sou uma agarrada!
    Já sei que um dia irrito-me e deito tudo fora, como aconteceu com as cartas que eu e as minhas amigas escrevíamos no secundário e que escreviam todas as nossas aventuras. Com os stores (as que não eram da minha turma) com os meninos giros e feios, namorados, músicas melosas, músicas para dançar, saídas à noite, a nossa discoteca preferida da altura, os pais e dilemas com eles, irmãos, etc Tudo no lixo porque, apesar de me rir sempre que as lia, eram tralha! Já me arrependi 200 vezes mas agora nada a fazer e não morri por isso. continuo a encontrar-me com as amigas e relembrar velhos (e menos velhos tempos!) :D
    As revistas valem menos (sentimentalmente) e já estiveram mais longe de ir parar ao papelão!

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  12. Alguma das meninas não quer vender algumas Ideias Casa claudia, faltam-me alguns números??
    filipamiguel@portugalmail.pt

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