sexta-feira, 17 de maio de 2013

Uma história que só por acaso é minha

Menstruei pela primeira vez aos 11 anos. Recordo-me que sempre tive períodos dolorosos e abundantes que duravam mais de uma semana.

Mas o pior eram as dores que não se limitavam às moinhas normais. Os dois primeiros dias eram sempre os piores. Muitas cólicas abdominais acompanhadas por espasmos que iam e vinham sem pré-aviso e que me tolhiam o corpo. As dores surgiam de repente e eram tão fortes que eu chegava a suster a respiração. A sensação era a de que ao mínimo movimento poderia desmair e cair para o lado. Sentia os músculos presos. Todo o corpo preso. Tudo me doia da cabeça aos pés. Chegava a andar curvada porque simplesmente não me conseguia endireitar. As dores eram tantas que nem com muitos analgésicos e alguns sacos de água quente desapareciam. Aliviavam, mas não se iam embora.

Por tudo isto, as minhas visitas ao ginecologista começaram cedo.

Consultei vários médicos e as respostas que ouvia eram invariavelmente as mesmas.

"Isso é normal". "Há mulheres que têm mais dores que outras, mas isso com a idade vai passar". "Quando for mãe isso desaparece". 

Com a idade as dores não passavam. Pareciam-me cada vez piores. Mas fazia regularmente os exames e as ecografias e tudo parecia estar bem.

Por volta dos 19 anos comecei a tomar a pílula e embora as dores tivessem diminuído ligeiramente, elas não davam tréguas naqueles primeiros dias.

Nesses dias em que estava menstruada era um terror ir à casa de banho. As dores chegavam a ser tão incapacitantes que me sentia desfalecer. Ficava branca, com suores e tonta. 

Era um sacrifício conseguir urinar. Levava minutos. Não conseguia despejar a bexiga de uma só vez num jato contínuo. Eu tinha de fazer tudo às pinguinhas, ao mesmo tempo que fazia exercícios de respiração. As dores eram demasiado agudas para conseguir fazer as coisas de outra maneira.

Os anos foram passando sempre com o medo da próxima menstruação. No mais íntimo de mim, e apesar de os exames indicarem estar tudo bem, eu sentia que não estava.

Aprendi a suportar silenciosamente a dor e a saber lidar com ela. A pouco e pouco fui deixando de  fazer queixas aos médicos. Segundo eles, isto haveria de passar...

E os anos foram passando até Julho de 2008.

Tinha acabado de casar há 3 meses e estava no fim de mais um ano letivo, longe de casa. Bem perto do Porto.

Já faltavam poucos dias para regressar definitivamente a Lisboa e esperar por nova colocação em Setembro.

Um ano que tinha sido particularmente difícil estava finalmente a chegar ao fim.

Num desses últimos dias, jantava uma francesinha na Madalena, quando de repente comecei a sentir-me empanturrada, cada vez pior, tão mal que acabei por vomitar tudo antes do jantar terminar. Nem sei como depois disso consegui conduzir e chegar a casa. Eu estava sem forças nenhumas.

Uma noite mal dormida e acordo no dia a seguir completamente partida, como se tivesse levado uma tareia.   Sentia-me ao mesmo tempo entupida.

Bebi um chá e obriguei-me a comer meia carcaça e fui de novo para a escola. Sentia-me inchada.

Nesse dia voltei para casa à hora de almoço, mas antes passei pela padaria. Comprei uns pães frescos e com muito esforço lá voltei a empurrar mais meia torrada com chá pela goela abaixo.

Sentia-me mesmo mal e com calafrios.

Enfiei-me na cama e passei aí toda a tarde e noite. Entre a posição de deitada e sentada, fui tentando corrigir alguns relatórios de estágio dos alunos. Sentia-me agoniada.

Não voltei a comer. Não me apetecia comer nada. Não tinha fome. E mais um dia se passou e não havia meio de me sentir melhor. Nas idas à casa de banho limitava-me a urinar. 

No terceiro dia, eram já horas do jantar e recebo a visita da minha tia. Que sorte ter uma tia a viver ali perto. Sabendo que eu estava adoentada fez-me o mimo de levar o jantar e eu mais uma vez só consegui aguentar a comida no estômago alguns minutos. Sentia-me cada vez mais fraca.

Depois de muita insistência, lá me convenceu a ir às urgências. Primeiro passei pelo centro de saúde. Ainda na sala de espera vomito o que já não tenho. Tudo o que eu tinha já eram só sucos gástricos.

O médico vê-me rapidamente e manda-me de imediato para as urgências do hospital.

Chego ao Hospital de Santo António e prontamente sou atendida.

Tenho a barriga muito inchada.

Exames e mais exames, duas colonoscopias extremamente dolorosas que me arrancam gritos dilacerantes de dor. Acho que vou rebentar ali. 

Mais um tempo de espera e chega a resposta de que tenho uma estenose extrínseca na parte sigmoide do intestino, ou seja, uma oclusão intestinal.

É urgente ser operada. Estou sedada há dois dias e a rebolar numa maca pelos corredores do hospital. Parece-me que nada daquilo é real. Ouço as vozes, as queixas e as histórias dos doentes que vão e vêm. Há um corropio e um burburinho constante. Uma loucura. Já perdi a noção do tempo e até de espaço. Só sei que estou no hospital. Talvez seja  um pesadelo...

No segundo dia, vem um médico ter comigo. Diz-me que tenho de ser operada rapidamente e que tive muita sorte em ter chegado ao hospital a tempo. Faz-me assinar um termo de responsabilidade, que eu mal consigo ler. Tenho dificuldade em reconhecer as letras e em encontrar-lhes sentido. Diz-me que é provável que fique colostomizada por uns meses.

Não sei do que fala, tenho dificuldade em perceber o que me diz. O meu cérebro está anestesiado com tanta sedação e dor. Percebo muito à pressa que vou usar um saco para as fezes. Não tenho tempo para digerir a informação, nem para racionalizar nada. Sou apenas um corpo doente. Naquele momento só quero que tratem de mim como acharem melhor. Façam o que entenderem. Estou demasiado vulnerável para dizer ou achar seja o que for. Não tenho domínio sobre mim e estou totalmente entregue nas mãos de outros. Eu só não quero morrer.

Entretanto a minha mãe e o P. já chegaram ao Porto e ainda consigo falar qualquer coisa com eles antes de entrar para o bloco.

Sou operada, numa cirurgia que ainda leva algumas horas.

Devido ao meu quadro clínico e à distensão abdominal, a equipa médica toma a decisão de fazer uma laparotomia (cirurgia de barriga aberta) exploratória, com corte do intestino e colocação de colostomia sem encerramento do procedimento cirúrgico. É reprogramada nova cirurgia para revisão e encerramento definitivo após 48 horas.

Saio do bloco e dou entrada nos cuidados intensivos ventilada com um prognóstico muito reservado e com uma barriga aberta. O risco de contrair uma infeção é enorme e a família é advertida de que as coisas podem não correr bem. Durante a cirurgia foram encontradas células estranhas na parede do intestino, e tudo indica que foram as responsáveis pelo "estrangulamento" do órgão. Foram cortados e enviados para análise 15 cm de intestino.  As tais células poderão ser de origem cancerígena, é importante que a família esteja preparada para tudo. 

As coisas felizmente correm bem e volvidas as tais 48 horas, retorno ao bloco e fazem-me uma relaparotomia (nova reintervenção) para revisão e encerramento definitivo da cirurgia. 

Depois do recobro, finalmente acordo ao fim de muitos dias na enfermaria já colostomizada e com um penso vertical com quase dois palmos de mão, da minha mão. A família está contente e emocionada por me ver e eu tão grata por ter família e eles estarem ali comigo. São a minha vida e o meu amor por eles é infinito! 

Um ou dois dias depois o resultado da análise chega. Eu não sei de nada, não estou a par de nada. A suspeita de ter células cancerígenas não se confirma. Trata-se de uma endometriose intestinal profunda. Células do endométrio desenvolveram-se nas paredes do intestino e aquando das menstruações também estas células sangram. Não tendo o organismo forma de expelir esse sangue, formaram-se ao longo dos anos cicatrizes sobre cicatrizes que lentamente foram empurrarando o intestino até o desfecho ser este.


A endometriose, palavra e doença nova para mim até então, era afinal o motivo das dores terríveis que tinha todos os meses.

Entretanto, passei a viver com um saco colado à pele. Tive sessões com enfermeiros e outros técnicos de saúde para aprender como devia doravante lidar com a minha nova condição e tratar da minha higiene pessoal. 

Foi uma fase complicada, de negação ao princípio, muito difícil. Em pouco tempo passei a ter de fazer  uma vida normal. Só vários meses depois voltei a fazer nova laparotomia para reconstruir o trânsito intestinal.

E eu poderia continuar a escrever esta história que não acaba aqui...

Aqueles que me seguem há muito tempo sabem que este blog não é um diário dos meus dias nem a expressão de pensamentos avulsos que vou tendo sobre isto ou aquilo. O registo é outro. 

No entanto, tudo quanto escrevo e partilho aqui não é ficcional, é real e faz parte da minha vida, como esta história que deixou marcas profundas que a passagem do tempo nunca conseguirá  apagar. 

Este episódio e a endometriose profunda que tenho mudou-me a vida, mudou-me a visão que tenho do que me rodeia, dos outros, dos acontecimentos, dos planos e projetos que tinha e que tenho.

Pensei muitas vezes se haveria de publicar esta história aqui. Para quê partilhar algo de tão íntimo aqui no blog? Qual o interesse?

Agora já está! Não há nada a fazer. Foi publicado.

A intenção não é que lamentem o que me aconteceu, que tenham pena de mim, que me achem uma coitadinha, etc... Dispenso todas essas manifestações pesarosas, que agora até seriam piegas.

Aliás, eu neste momento já não lamento nada do que me aconteceu. O que aconteceu tem-me ensinado muito.

Não tenho nada a ganhar em expor-me, mas posso ajudar outras mulheres com o meu testemunho. Sinto que tenho esse dever. O dever cívico e moral de partilhar a minha história. Não é para alarmar, porque  todas as histórias de endometriose são diferentes.

Há casos mais graves e mais complexos que o meu e há casos em que a doença está lá e é assintomática.

Mas espero que casos como o meu não voltem a acontecer por maus diagnósticos, por falta de interesse ou desconhecimento médico e por ignorância da paciente.

Ter dores muito fortes e outros sintomas de grande mau estar durante a menstruação não são normais e nem vão passar assim por obra e graça do espírito santo.

Apesar de ser uma doença ginecológica, a endometriose pode atingir vários outros órgãos, como o intestino, a bexiga, os pulmões e até o cérebro. 

É uma doença crónica e quando não é diagnosticada, controlada e vigiada pode causar danos irreparáveis, tanto ao nível do aparelho reprodutor feminino, como outras situações tão ou mais graves para a saúde.

Quem sofre desta doença sabe do que falo. Ela não dá tréguas, nem descanso. É uma doença silenciosa que não é um cancro mas que se comporta como tal. Alastra e corrói-nos as entranhas. 

Felizmente a minha história não me impede de achar que sou uma sortuda. Sou mesmo. Se vos contasse o meu historial clínico com 36 anos, acho que tinha matéria para uma pequena enciclopédia. Cicatrizes? Sou uma colecionadora. São as minhas marcas de guerra, as mais extraordinárias tatuagens que podia ter.

A endometriose já me fez verter muitas lágrimas, mas também me tem mostrado o quão forte eu sou capaz de ser nos momentos mais críticos. Não deixo que me roube o sorriso e a alegria, porque a vida está aí à minha espera, como sempre esteve desde o início. Eu não me esqueço e agradeço esse milagre e cada lição  particular que me tem dado.

Obrigada!

110 comentários:

  1. Uma palavra apenas: FORÇA!

    Beijinho grande :)
    ST

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    1. Olà sei bem do que falas ja passei pelo mesmo devido a uma trombose em 3 veias da barriga (em 2006) que me provocaram uma peritonite e fui sujeita a uma colostomia...5 meses com 1 saco nos intestinos mas tb sou uma sortuda estou viva!as cicatrizes são a marca de guerra q qd ando mais deprimida dão me alento p viver! bjs e felicidades.

      Ana

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  2. És uma grande Mulher, um grande Ser Humano ( já te tinha disto isto??)

    bjs grandes e já sabes que te tenho no coração :D

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    1. Um grande xi-coração para ti também :) O sentimento é recíproco.
      Beijinhos

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  3. Obrigada por partihares a tua história e muitos beijinhos

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    1. Obrigada eu, por a leres :)
      Beijinhos

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  4. Obrigada por partilhar a sua história, leio o seu blogue há muito tempo mas nunca comentei, mas hoje tinha que lhe deixar um grande beijo!
    Ana B.

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    1. Obrigada por este primeiro e sentido comentário :)
      Um beijinho para si, Ana B.

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  5. Olá Luarte,
    Felizmente não tenho o mesmo problema que tu; mas desejava que todas as mulheres fossem como eu (nunca me dói nada).
    Conheço um caso muito parecido com o teu, a sorte dela é que felizmente o ginecologista detectou isso cedo, e segundo ele esse tipo de dores são muito semelhantes ás dores de parto (ter essas dores todos os meses... deve ser horrivel).
    Todos nós temos os nossos problemas de saúde (também tenho a minha dose, mas noutra área); aprendi a viver assim desde os 6 meses e quando não tenho uma das minhas crises, ninguém sabe, nem desconfia.
    Aprendemos a tornar-nos mais fortes e a ser guerreiras, duma ou de outra maneira arranjamos maneira de dar a volta por cima!
    És uma guerreira!
    Bj Grd com muito carinho,
    Teresa C.

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    1. Olá, Teresa C. :)
      Felizmente começa-se a ouvir falar mais da doença, o que não acontecia há poucos anos atrás. Mas ainda continuam a existir muitos maus diagnósticos e a aparecer todos os dias casos muito complicados devido a erros médicos. Sei disto porque participo em fóruns e associações de apoio a mulheres portadoras de endometriose e leio muitas histórias terríveis.
      Obrigada pela força que envias nas tuas palavras.
      Espero que estejas a conseguir lidar bem com as tuas maleitas.
      Beijinhos

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  6. muito obrigada pela partilha e parabéns pela coragem. estes casos servem sempre de alerta.
    Sofia

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    1. Olá, Sofia :)
      Espero que com esta partilha mais mulheres estejam alerta e caso tenham suspeitas procurem um especialista. Infelizmente não há muitos e a maior parte dos ginecologistas está muito aquém de poder ajudar as pacientes.
      Beijinhos

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  7. Às vezes queixa-mo-nos de coisas sem interesse nenhum, e depois, lemos estas histórias de pessoas com problemas graves e que vivem felizes. um dia de cada vez.

    Obrigada pela partilha e por nos lembrares que quem tem amor e saúde tem tudo.;)

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    1. É isso mesmo, um dia de cada vez.
      A vida é mesmo muito frágil, e demasiado preciosa para nos ralarmos com coisas que não têm mesmo interesse nenhum.
      Beijinho

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  8. De uma grande coragem e altruísmo!
    Obrigada por esta partilha tão íntima, servirá com toda a certeza, de alerta e ajuda para muitas mulheres!

    Beijinho

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    1. Obrigada Anamar, por leres a minha história.
      Passar a palavra pode ajudar e salvar muitas mulheres de situações extremamente dolorosas.
      Beijinho

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  9. agradeço a partilha da sua experiencia... a mim ja me ajudou e com certeza que ajudará muitas mais... bjsss

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    1. Se conseguir ajudar nem que seja uma única mulher, já valeu a pena ter escrito este texto.
      Beijinho

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  10. Conheço bem esses sintomas... tb eu sofri muito com isso. Chegava a vomitar, tinha suores frios, os músculos presos, lembro-me de um dia vir da escola, tinha de passar por um jardim até chegar a casa e vinha tão cheia de dores que me deixei cair na relva sem conseguir dar mais um passo que fosse. Tive de ligar à minha mãe que felizmente já estava em casa e ela foi-me lá buscar. Desde cedo que o médico me diagnosticou endometriose e quistos nos ovários. Comecei a fazer tratamentos com medicação e com a pilula, e ainda tomava um outro medicamento cerca de 6 dias antes de vir a menstruação, para atenuar a dor mas nada resolvia. Tomava Clonix atrás de clonix, excedia em muito as doses diárias recomendadas, sacos de água quase a ferver na barriga e tinha dias que nada me aliviava... cheguei ao extremo de ver a minha mãe mudar-me o penso higiénico pq eu nem sequer me conseguia mover até à casa de banho. Faltava à escola e nos dias que antecediam a menstruação eu já não podia fazer actividades fisicas porque era o suficiente para ter uma "crise", e mais tarde quando comecei a trabalhar, via-me obrigada a faltar, trabalhava o dia todo de pé atrás de um balcão e eu tinha dias que só me apetecia estar deitada e o mais encolhida possivel. A minha endometriose estava localizada na zona dos ovários e trompas, e o médico, desde cedo alertou a minha mãe para o facto de eu poder vir a ter serias dificuldades em engravidar o que realmente se veio a verificar. Mesmo assim à vista de muitas mulheres, nem esperei muito e ao fim de um ano de tentativas consegui. Mas consegui, porque já era acompanhada, medicada e tinha tudo controlado. O que considero de extrema importância! Depois de ter sido mãe, tudo se compôs, agora tenho dores, mas à vista do que era, não são nada e raramente tomo alguma coisa para passar, enquanto antes, andava o resto do mês com fortíssimas dores de estômago à conta dos analgésicos.
    Uma coisa que notei e que cheguei a dizer à minha mãe quando estava na maternidade cheia de contracções para ter a minha filha, foi que as dores eram iguais ás que eu tinha quando estava menstruada. Não me consigo esquecer da expressão da minha mãe, os olhos ficaram rasos de água, afagou-me o rosto e eu percebi que ela, apesar de nunca ter posto isso em causa, finalmente percebeu a extensão das dores que eu sentia.
    És uma guerreira, passaste por muito e não te deixaste vencer, espero sinceramente que esta maldita doença te deixe em paz e fazer uma vida normal.
    Obrigada pela partilha e pela coragem de o fazeres. É MUITO importante alertar as mulheres para a existência da endometriose para que casos como o teu não ocorram mais.
    Beijinho grande ;)

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    1. Olá, Sissamar
      Fico verdadeiramente grata por partilhares a tua história também.
      É importante alertar para situações destas que infelizmente são cada vez mais recorrentes. É uma questão de saúde pública.
      Tiveste a sorte de calhar nas mãos de um médico que conseguiu saber o que tinhas. Infelizmente esta doença é tão manhosa que simples ecografias não servem para conseguir detetá-la. Daí que comigo estivesse sempre tudo bem :(
      A endometriose não me afetou apenas o intestino. Afetou-me as trompas e os ovários e ainda me ofereceu uma adenomiose difusa.
      Pouco tempo depois do diagnóstico passei a ser seguida por uma especialista na doença. Dores já não tenho e para controlar esta mostrenga sou obrigada a induzir uma menopausa, fazendo a toma de pílula contínua. O objetivo é não menstruar.
      É chato, mas há males piores.
      Beijinho grande

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  11. Obrigada Luarte, por esta partilha! És de facto, uma guerreira...
    Graças a Deus, nunca tive grandes dores aquando dos periodos menstruais, apenas "moinhas". Mas fico com um mau humor horroso, ninguém me atura...

    Beijinhos!

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    1. Obrigada por leres a minha história. É importante que todas as mulheres estejam informadas sejam ou não portadoras.
      Beijinhos

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  12. Obrigada por teres a coragem de partilhares a tua história. Servirá para ajudar muitas mulheres, vais ver. Mesmo que não façam qualquer comentário.

    Bjs,
    Anabela

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    1. É esse o meu objetivo, Anabela.
      Não é que comentem, é que a leiam e ela possa fazer eco em algumas.
      Beijinhos

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  13. Olá Luarte:)

    Também tenho muitas dores mentruais (por acaso hoje estou com elas) e apesar de já ter um filho e ter 40 anos não passam. Quando tomava a pílula a coisa era mais suave mas como tive de deixar tomar voltaram as dores tal como as tinha na minha adolescência e além das dores também tenho muito sangramento. Mas segundo a minha ginecologista e os exames que ainda fiz um último em Março está tudo bem:) Tenho de aguentar como outras coisas mais...

    Fico grata a pessoas como tu que têm coragem de expor os seus problemas porque de uma maneira ou de outra vão ajudar alguém. Obrigada!
    Continua assim porque és especial:)

    Desejo-te um excelente fim-de-semana!
    Beijinhos

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    1. Olá, Formiguinha :)
      Obrigada por partilhares a tua história. Deves ver isso e não menosprezar os sintomas.
      Espero que não sejas portadora de endometriose, mas alerto para o facto de que simples exames não revelam a doença. Se o médico não ouvir bem as queixas da paciente e não tiver treino a lidar com a doença, podes fazer mil e uma ecos que vai estar tudo bem.
      Beijinho

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  14. Em minha opinião, penso que fizeste muito bem em relatar o que te aconteceu. Passaste por anos de sofrimento que poderiam ter sido abreviados se tivesses algum dia lido um texto do género.

    Foi também por isso que contei a minha história, e agrada-me que talvez te tenhas inspirado nela para contares a tua.
    As tuas cicatrizes são características tuas e da tua luta, e ninguém tas tira :)

    Tudo de bom para ti, beijinho.

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    1. Olá, Carla
      Esta doença acompanha-me e infelizmente traz-me sempre novidades. De uma coisa não me posso queixar, não é monótona :P
      Já muitas vezes tinha pensado em publicar a minha história, mas voltava atrás. Ontem não sei porque sim ou porque não, depois de ler o teu post, a par de outro acontecimento que teve lugar a seguir, achei que seria verdadeiramente importante não ficar calada.
      Beijinhos

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  15. Uma lutadora.... e acima de tudo uma vencedora!
    Beijinhos

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    1. Obrigada pelas palavras de força e de ânimo :)
      Beijinho

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  16. Obrigada pela tua coragem, Luarte. E pela tua força, que me fez sentir uma mariquinhas perante alguns desafios que também tive de ultrapassar.
    Que possas ter ajudado muitas mulheres com o teu testemunho.
    No mínimo dos mínimos, estreitaste os laços que existem entre mulheres.
    Beijos para ti

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    1. Olá, Hazel :)
      Também espero com a minha história poder ajudar muitas mulheres.
      Obrigada pelo comentário que me deixas e pela força que me envias.
      Beijinho

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  17. Olá Luarte
    A tua descrição arrepiou-me!
    De facto a saúde é dos bens mais preciosos que temos.
    Foste muito corajosa, quer pela forma como lidas com a doença, como pela partilha. Estou certa que poderá elucidar e ajudar alguém, nem que seja apenas uma pessoa, já valeu a pena.

    Fico contente por saber que apesar de tudo és feliz.
    Desde que conheço o teu cantinho que sinto uma enorme admiração por ti, penso que já o disse. Hoje, admiro-te ainda mais. Muita força e tudo de bom para ti.
    Beijinhos e bom fim-de-semana :)

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    1. Olá, Ana :)
      Se conseguir ajudar alguém, já valeu a pena esta partilha.
      A saúde é dos bens mais preciosos que temos e ninguém a tem na mão.
      Apesar de tudo o que me tem acontecido, sou muito feliz e muito grata pelo que tenho. Daí que não encontre motivos para deixar de sorrir. Se a vida me coloca tantos obstáculos no caminho, é por que há um propósito, um sentido maior.
      Beijinhos

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  18. Confesso que pouco comento ou nada, mas leio várias vezes as ideias e dicas aqui publicadas.
    Da endometriose como doença sei-lhe o nome e a suspeita de poder ter tido. Parece estranho, mas quando comecei a pensar a sério em ter filhos e verifiquei (verificámos) que não ia lá sem ajuda médica, além dos quistos nos ovários existia a suspeita da endometriose. Não se verificou mas não estou safa a 100%.
    Essas dores conheço-as bem, muito bem, e a mim só abrandaram depois dos meus filhos nascerem, se bem que desenvolvi dores de cabeça mais fortes em susbtituição.
    A vida não foi simpática nesse aspecto para si, deu-lhe uma grande luta na saúde, e lendo aquilo que publica com gosto nunca suspeitaria até pela delicadeza das palavras, ams como li uma vez são as pessoas que mais sofreram que são mais delicadas, talvez por conhecerem o verdadeiro poder da dor.
    Sinceramente espero que este episódio tenha sido um pesadelo que acabou e que apesar de deixar cicratizes fortes no corpo não a impeça jamais de atingir os seus objectivos e sobretudo de ser feliz.
    Bjs e força
    Nany

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    1. Olá, Nany
      Obrigada pelo teu comentário.
      Atenção que a endometriose é uma doença crónica, logo não tem cura. Uma portadora pode ter a sorte da doença a dada altura estagnar, mas não é linear que isso aconteça porque pode estagnar durante anos e voltar.
      Uma grande parte das mulheres descobre a doença quando começa a tentar engravidar e não consegue. Também há mulheres que têm endometriose e não têm a fertilidade afetada. Esta doença é tão fina que pode ser classificada por graus que vão do I ao IV, sendo que I é ligeira e IV é profunda ou severa. O meu caso é grau IV.
      Por isso tenho de ser muito bem controlada e vigiada.
      Beijinhos e obrigada pela força.

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  19. Eu estou muito ,muito ,muito orgulhosa de ti :)
    Deus só coloca super mulheres na minha vida
    Amiga é quase impossivel não se emocionar com o teu texto ......
    És realmente uma inspiração ,que Deus ou o universo o que quiseres chamar ilumine sempre o teu caminho .É realmente uma sorte Ter te ....
    Daqui vai um abraço muito carregado de carinho ,orgulho e amor
    Continua assim a sorrir ,eu posso dizer felizmente que conheço o teu sorriso e tu és muito ESPECIAL
    Lulu

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    1. ( não é para mim o comentário, mas já sabes que estou em todas :P )

      ...só para te dizer que tu também és especial, por isso atrais pessoas especiais :D

      )oh luarte, sou uma intrometida já sabes :P)

      agora vou limpar a casa :D

      bom fim de semana

      bjs

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    2. Lulu, até me deixas sem palavras para agradecer tamanha generosidade da tua parte.
      Um grande xi-coração para ti.
      Obrigada por seres uma pessoa tão bonita.

      Ce: vai lá limpar a casa, sua metediça :P
      Estou a brincar! Pasaa por cá as vezes que quiseres. Este espaço é vosso.
      Beijinhos e bom fim de semana :)

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  20. Olá Luarte!

    Gosto muito do teu blog e visito-o sempre!

    Lembro-me de ti de um outro forum (também casei em 2008), mas aqui pelos posts que fazes sempre fiquei com a impressão de seres uma pessoa que valoriza a vida, os que te rodeiam e os pequenos momentos e prazeres da vida.

    Com este teu testemunho percebi, e corrige-me se estiver errada, que estava certa ao sentir isso!

    Tens realmente muita força e és uma mulher coragem! De certeza que este teu testemunho ajudará muitas das tuas leitoras.

    Continua a sorrir, a abraçar a vida e a fazeres parte da nossa!

    Beijinho grande
    Sofia :)

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    1. Olá, Sofia :)
      Engraçado saber que já nos cruzámos noutras paragens ;) O mundo é pequenino...
      Sim, estás muito certa no que escreves. Valorizo muito a vida e tudo quanto ela me tem dado. Tem sido muito generosa comigo, mesmo nos momentos mais complicados. Eu não guardo ressentimentos pelos episódios menos felizes. São eles os responsáveis pela pessoa que sou hoje.
      Obrigada pelas tuas palavras de apreço.
      Beijinho grande

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  21. Querida Luarte, fiquei muito triste com o que te aconteceu, mas muito contente pela forma como encaras a situaçao. O facto de partilhares a tua história vai certamente ajudar alguém. Quero enviar-te um grande bjinho e dizer-te que "conhecer-te" tem sido uma agradável surpresa. És uma guerreira e sei que vais ultrapassar todos os momentos menos bons ao longo da tua vida ;)

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    1. Olá, Goldie :)
      Não fiques triste. Já passou e eu estou aqui vivinha da silva para contar a história :)
      Obrigada pelo teu comentário e pela força que me mandas desse lado.
      Beijinho

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  22. E esta é Luarte que conheço!!!
    Agradeço a Deus ter-te colocado no meu caminho da Vida. Fiquei mais rica em conhecer-te. És e serás sempre uma inspiração para mim.
    Um beijo do tamanho do mundo.

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    1. Gosto muito de ti; Célia :)
      És muito especial e acho que temos as duas muita sorte de um dia nos termos cruzado.
      Obrigada por seres minha amiga :)

      P.S. Tenho saudades do teu blog

      Beijinho enorme

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  23. A partilha é sempre importante.
    Quantas vezes também não ouvi "Aguenta. Quanto tiveres um filho, isso passa"! Isto disto por médicos de clínica geral e mais grave ainda, por ginecologistas.
    As mentalidades têm de mudar. Não temos de aguentar o que sentimos estar mal.
    E quanto mais partilhas houverem, melhor! Alertar! Alertar, ajuda a prevenir.
    :)

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    1. Olá, Soneca :)
      Infelizmente ainda há médicos que atualmente desvalorizam as queixas das pacientes e relativizam a dor. A dor aguda não é normal! Infelizmente só vim a aprender isto depois do que me aconteceu.
      Beijinhos

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  24. Revi-me tanto neste texto... A grande diferença é ter tido a sorte de me safar ao maldito "saco". De resto, esta é também a minha história. E fico sempre muito triste quando tomo conhecimento que mais alguém também teve de passar por ela. Embora te acompanhe há algum tempo, nunca comentei, mas hoje era inevitável.
    Eu nunca me retraí de contar a minha história a quem me rodeia, precisamente para poder informar e prevenir que outras mulheres passem por episódios destes. Ainda bem que decidiste partilhar! =)
    Guida

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    1. Olá, Guida :)
      Há tantas histórias parecidas que até assusta, não é?
      Toda a minha família e amigos sabem da minha história. Aliás, partilhei-a também em fóruns e sites da especialidade.
      Aqui resolvi partilhá-la hoje
      Obrigada pelo teu comentário.
      Um beijinho e tudo a correr bem desse lado.

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  25. Ainda bem que partilhaste, assim também nós podemos rever-nos em ti. A minha endometriose não é tão grave como a tua, mas já me fez ser operada três vezes aos ovários, abortar incontáveis vezes e fazer, também sem sucesso, três horrorrosas fertilizações in vitro. A isto juntam-se os inúmeros e dispendiosos tratamentos experimentais que nunca funcionam e fazem que eu, como tu, todos os meses tenha medo do período, o papão que me acompanha desde os 11 anos.

    Bjs e obrigada
    http://gostosycusquices.blogspot.pt/

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    1. Olá, mariacusca :)
      Infelizmente a endometriose tem contornos inimagináveis para quem a não vive diretamente.
      Não é só no corpo que ela mói. Vai muito além das dores físicas.
      Infelizmente há poucos especialistas e a maior parte só trabalha para o particular. Os exames e os tratamentos são caríssimos. Haja carteira para sustentar uma doença que é para "ricos".
      Há 4 anos que faço pílula contínua para não menstruar, a qual só paro para tratamentos.
      Dores físicas não tenho, mas a endometriose está sempre à espreita e não para de se manifestar.
      Beijinhos

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  26. Obrigada pela partilha Luarte...eu também comecei com dolorosas menstruações, abundantes e irregulares, fui a uma ginecologista e queixei-me desses sintomas e receitou-me a pílula para regularizar tudo isto e nos primeiros anos andei bem, mas depois comecei outra vez a ficar com os mesmos sintomas e foi ai que comecei a andar de ginecologista em ginecologista e ninguém me dizia o que é que eu tinha, lá me fui acomodando durante mais uns anos.

    Até que em 2010 consultei uma ginecologista que me disse que eu tinha endometriose, não sabia o que era, ela explicou-me por alto de que se tratava, mas continuei sem qualquer tratamento, em Agosto de 2012 fui operada e foi-me retirado um endometrioma de um dos ovários, uma trompa e aderências que tinha na parte externa dos intestinos e útero.

    Entretanto soube que tenho que ser novamente submetida a outra cirurgia, tenho endometriomas nos ovários, trompa e no septo recto-vaginal que está a envolver um dos ureteres.

    O chato disto tudo é saber que é uma doença crónica, mas vamos continuar a lutar, a endometriose é teimosa, mas nós também somos...

    Um beijinho,
    Su

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    1. Olá, Su :)
      Obrigada pela partilha da tua história.
      Esta doença é muito complexa. Eu também tenho endometriomas bilaterais nos dois ovários, tenho uma sactosalpinge nas duas trompas e uma adenomiose difusa.
      Espero que corra tudo bem com a cirurgia.
      Desejo-te o melhor.
      Beijinhos

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  27. Olá
    Fiquei estupefacta com a tua história! Desde já agradeço por a teres publicado,não conhecia a doença. Desde que sou menstruada que sofro imenso, entradas no hospital, desmaios e todos os sintomas que descreves, mas sempre me senti "anormal", a minha mãe nunca quis saber e as minhas amigas não tinhas essas dores e também a mim me diziam que a umas doía mais que a outras. Cheguei a ter vergonha quando estava tão mal pois tinha a impressão que as pessoas pensavam que eu era picuinhas. Tomo imensos medicamentos contra as dores todos os meses mas nunca funcionaram como deviam. Obrigada e mesmo que não tenha essa doença agora vejo que não sou anormal e que algo de errado se passa comigo.
    Deve ter sido horrivel passar por tudo o que passaste, tens muita coragem. Desejo-te muita saúde e muitas felicidades.
    Bjs

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    1. Olá, Rosa :)
      Depois de ler o teu testemunho permite-me que te sugira o seguinte: procura um especialista nesta doença. Não é um comum ginecologista, ok? Esse médico vai mandar-te fazer alguns exames e tu ficas logo a saber o que tens.
      Se precisares de ajuda eu posso indicar-te alguns nomes. Esta doença levou-me a tirar quase um doutoramento em médicos, exames e afins
      Mas não cruzes os braços. Isso que descreves parece-me demasiado grave para ser desvalorizado.
      Beijinhos

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    2. Ola Luarte
      Agradeço o conselho,pensei que um ginecologista pudesse ajudar, mas de facto nunca nenhum at hoje deu importancia ao meu problema... Gostaria de saber qual a especialidade que tenho que procurar. Em relaço aos especialistas agradeço a tua ajuda mas como actualmente vivo na suiça, irei procurar um aqui.
      Obrigada e um enorme beijinho

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    3. Olá, Rosa
      A especialidade continua a ser ginecologia, mas convém que seja alguém com a especialidade ou com um conhecimento profundo em endometriose. Não existem muitos médicos.
      Se quiseres, envia-me um e-mail e diz-me de que zona do país és. Assim é mais fácil poder indicar-te alguns nomes, caso estejas interessada.
      Beijinhos

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  28. Este trecho da tua vida só revela a grande mulher que és e a força que te caracteriza. Apesar de não te conhecer pessoalmente, consigo sentir isso. Cada um tem a sua história; a minha também não foi fácil, principalmente em pequenina... vencer esses períodos não nos faz sentir melhores que ninguém nem mais corajosos, mas nos ensina que há sempre quem esteja pior e que é imperativo agradecermos o bom que temos.
    Força para os dias piores :)
    Beijinhos

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    1. Olá, EuTarecosCmp. :)
      É mesmo isso que dizes, conseguir lidar com as situações adversas não nos faz ser melhores ou piores que os outros, mas é impossível que algo não se altere na forma como vemos e vivemos a vida. E a verdade é que há sempre casos muito piores que aqueles que nos acontecem.
      Um beijinho e obrigada pela força :)

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  29. Tu mereces tudo de bom por seres alguém tão especial...beijos mil para ti que estás sempre no meu coração:)

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    1. Obrigada pelo carinho. Jamais irei esquecer a tua amizade naqueles dias tão difíceis. Um grande beijinho e xi-coração.

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  30. Muito obrigada pela informação!
    Não tinha ideia de que a endometriose poderia ser tão grave e com tantas consequencias.
    Parabéns pela coragem!

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    1. Olá, kakau :)
      A endometriose pode manifestar-se das formas mais terríveis. É uma doença que não dá descanço a quem é portadora. Infelizmente há muita gente que não só desconhece, e quem já ouviu falar não tem muitas vezes noção da gravidade que pode ter para a saúde em geral.
      Obrigada pelo teu comentário.
      Beijinhos

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  31. És querida e, apesar de já saber da tua história emocionei-me! Tenho a certeza que ficaste na mesma caminha que eu na Ucip do Sto António, a que dá sorte! :D Há episódios nas nossas vidas que nos dão forças que não sabemos ter, um orgulho e outra forma de ver a vida e apreciar tudo!! E é bom mesmo que traga algumas tristezas associadas. :)

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    1. Olá, p* :)
      Se calhar estivemos na mesma caminha. Há tantas coincidências que já não ponho as minhas mãos no fogo :P
      Alguém que passe por determinadas experiências é impossível ficar igual. Não é a vida que se altera, somos nós que passamos a dar-lhe outro valor e outro sentido.
      Obrigada pelas tuas palavras de carinho e amizade.
      Um beijinho

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  32. Olá Luarte, a vida realmente pode ser muito dura e inesperada, mas é na forma como se lida com ela e como se ultrapassa, que crescemos enquanto seres humanos e valorizamos tudo o que de bom nos rodeia...No meu caso,vi a minha mãe adoecer repentinamente e não pude fazer nada...fiquei de rastos, mas aprendi a dar valor a todas aquelas pequenas coisas que antes não ligava, ou simplesmente passavam despercebidas. Adoro o teu blog, pois sempre senti que o que partilhas, mesmo sendo algo simples, é feito com uma riqueza de sentimentos e com muito carinho. Agora ao ler sobre esta tua experiência percebo o motivo. Obrigada pela coragem e pela partilha, tenho a certeza que poderá ajudar muitas mulheres e adolescentes com o mesmo problema. Desejo-te tudo de bom e continua assim como és. Muitos beijinhos

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    1. Muito obrigada Mary, pelas tuas palavras de força.
      São mesmo as provações que nos fazem ver as coisas de outra maneira, a dar importância àquilo que é realmente importante.
      Um beijinho e obrigada por estares desse lado.

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  33. Manucha é impossível não nos emocionarmos a ler o teu testemunho. É o reviver aquele maldito Julho de 2008. Foi um período muito difícil para ti e para toda a família, mas uma grande lição de vida. Fez-nos valorizar o verdadeiro valor da vida e o quanto és importante para nós. Adoramos-te muito.

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    1. Amo-te muito e sem ti tudo teria sido muito mais difícil.
      Obrigada por estares sempre ao meu lado.

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  34. Passo algumas vezes por aqui, porque gosto das tuas dicas, da forma como escreves e da pessoa que me pareces ser, e hoje, fizeste-me chorar. A minha mãe foi colostomizada, devido a um cancro nos ovários, e só posso admirar quem passa por isso.
    E eu também tenho a minha dose de endometriose. Após quase 8 anos de tratamentos de infertilidade, segundo os médicos inexplicada, quando já tinha desistido de engravidar, numa consulta de rotina foi-me diagnosticado um endometrioma de 10cm que tinha de ser retirado. É verdade que para mim sempre foi assintomática, mas como foi possível no meio de tanta consulta e exame não ter sido diagnosticada mais cedo!!??
    Foi-me proposto retirar os ovários, pois já tinha 39 anos, para tratar a endometriose e como precaução (devido à doença da minha mãe) entrando de imediato em menopausa. Depois de muito pensar e falar com a médica, decidi que queria tirar apenas o que fosse necessário.
    Fui operada foi retirando apenas um ovário, uma trompa e as várias placas de endometriose que tinha no útero.
    Como nem todas as histórias acabam mal passados três meses e já com 40 anos engravidei espontaneamente, e hoje tenho o meu tesouro!
    Quanto à doença, sei que não fiquei curada e que provavelmente irei tirar o outro ovário mais tarde ou mais cedo.

    Bjs grandes

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    1. Olá, muito obrigada pela partilha da tua experiência.
      Ter o fantasma do cancro sistematicamente a fazer-te sombra não deve sido fácil, nem tão pouco as decisões que tomaste, tendo presente todos os riscos associados.
      Desejo que o futuro continue a dar-te muitos motivos para sorrir.
      Beijinho

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  35. És uma valente. Li o teu testemunho e fiquei a pensar quantas vezes não desvalorizamos alguns sintomas (entre os quais as dores mentruais)? Quantas vezes não ouvimos as queixas de alguém e achamos que há algum exagero, que a pessoa quer atenção?
    Desta vez faltam-me as palavras.

    Um beijinho para ti.

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    1. Obrigada pela força e carinho nas tuas palavras.
      Um beijinho grande

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  36. Que testemunho!!!Fez-me pensar em quantas vezes fico stressada e nervosa por ninharias e quantas vezes deixo de apreciar o que a vida oferece de bom. Agradeço-te por não teres ficado de mal com a vida e por teres feito da tua experiência um degrau para estares mais perto dos outros e para te dares mais aos outros. Continua com o teu ótimo trbalho.

    Bjs
    Carolina

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    1. Olá, Carolina :)
      Nas contrariedades da vida há sempre o lado positivo. Eu pelo menos tenho tirado grandes ensinamentos.
      Beijinho

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  37. Obrigada pela partilha. És realmente uma grande mulher, Um grande e forte abraço. Bjs

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    1. Obrigada pelo teu comentário e pelo carinho :)
      Uma beijoca*

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  38. Infelizmente, tal como tu, também tenho endometriose (que apenas foi diagnosticada na MAC - maternidade Alfredo da Costa), ao fim de alguns anos sem conseguir engravidar! A minha endometriose é severa, grau 4 e felizmente, apenas me causou danos e cirurgias no aparelho reprodutor. Fiz duas quistectomias e demorei 5 anos para conseguir engravidar através de IVI (com hipóteses de êxito extremamente reduzidas).
    Mas... há uma luz ao fundo do túnel! Inexplicavelmente, embora espere uma pré-menopausa muito precoce, desde que fui mãe, as dores desapareceram (com medicação anticoncepcional, claro!)
    Para todas as que ainda atravessam o processo doloroso... muita força e acreditem que os milagres acontecem... tenho 2 milagres deliciosos, juntos desde a barriga, para o provar!
    Beijinhos

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    1. Olá, Sininho :)
      Há muitas mulheres como tu que só descobrem esta doença quando tentam engravidar, não conseguem e o tempo vão passando sem resultados.
      Tal como tu, também faço medicação anticoncepcional contínua, não só para prevenir a dor (que milagrosamente desapareceu com cirurgia ao intestino), mas também para controlar o avançar desta doença.
      Obrigada pelo teu testemunho de esperança.
      Beijinhos e muitas felicidades para ti e para a família :)

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  39. E eu que desconhecia esta doença que afeta tantas mulheres. Nuna sofri de dores menstruais e tive um parto fácil e rápido, nessa area sou uma sortuda. Saberei agora alertar outras mulheres para uma doença que possam desconhecer. Como é possível que tantos médicos não detetem esta doença mais cedo e achem normal dores com essa intensidade.
    Luarte, és uma pessoa muito especial e mereces ser muito feliz. Expões aqui tanto de ti que já te conhecemos melhor que algumas pessoas que temos ao lado todo o dia. É sem duvida o meu blogue preferido. Obrigada. Bjs. Ana M.

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    1. Olá, Ana M. :)
      Nem imaginas como fico contente em saber que um simples testemunho pode elucidar um bocadinho que seja pessoas como tu, que nunca tinham ouvido falar em endometriose. Antes do que me aconteceu, eu também nunca tinha ouvido falar. Tenho pena, porque se calhar se soubesse, jamais me teria resignado ao que os vários médicos me diziam.
      Obrigada pelo imenso carinho que tantas e tantas vezes demonstras aqui nos teus comentários.
      Um beijinho grande

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  40. Olá Luarte

    Quase todos os dias visito o seu blog, não tenho por hábito fazer comentários, mas hoje e por alguma razão especial se calhar tinha de haver uma razão ou uma afinidade que me prendia aqui não sei....
    Tenho uma filha com 25 anos que foi operada aos 23 de endometriose profunda( tiraram-lhe tb uma parte do intestino ) e então sei bem ( infelizmente ) o que é essa doença, e como eu pedi a Deus que fosse eu a tê-la e não a minha filha por todo o sofrimento que lhe tem causado, mas hoje embora com muita dor já vou conseguindo aceitar melhor de forma a dar-lhe força e coragem, e o meu comentário é para lhe dar os parabéns pela força, coragem e determinação em aceitar porque só mesmos mulheres muito fortes são capazes de encarar esta doença com um sorriso e ainda dar força aos outros :) Um bem haja e obrigado pela partilha.
    Ana Cristina

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    1. Olá, Ana Cristina :)
      Muito obrigada por este seu comentário tão importante para mim e para tantas outras mulheres.
      A vida prega-nos muitas partidas e nós nunca estamos preparados. É sempre ao virar da esquina...
      Valorizar o que temos hoje é o mais importante para conseguirmos viver sem ressentimentos, mágoas e outros sentimentos negativos. Por isso não posso deixar de sentir que a vida tem sido muito generosa comigo. Seria uma ingrata se achasse que não, apesar de todas as provações. Aquilo que não nos mata, torna-nos mais forte e eu sei que sim, que hoje sou mais forte do que ontem.
      Percebo o quanto deve estar a sofrer pela sua filha. Acho que quando amamos muito alguém, seria tão mais fácil se pudessemos viver as suas dores, colocarmo-nos no seu lugar.
      Como mãe que é, resta-lhe dar muita força à sua filha, muito apoio, muito amor. Não cura a doença, mas ajuda tanto, mas tanto a suportá-la.
      Um beijinho e as maiores felicidades para a sua filha e para si.

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  41. Obrigado minha querida
    è tão bom sentir que temos alguém que nos percebe e apoia incondicionalmente mesmo sem nos conhecer.
    Acredito sem duvida alguma que esta doença as faz mais fortes, lindas pela coragem de aceitar esta grande contrariedade e grandes Mulheres, pela determinação e pelo sofrimento que passam.
    Tenho lido tudo o que posso sobre a doença mas pouco falo dela porque tenho consciência que poucos a conhecem profundamente e só quem passa por isto é que consegue dar valor, não quer dizer que as pessoas não compreendam mas também porque para mim é uma tortura lembrar-me do que a minha filha passou e poderá ainda passar e então só me resta apoia-la , amá-la e aceitar que de alguma forma se calhar tinha de ser assim........não sei.........
    Bjs grandes e muitassssss felicidades

    Ana Cristina e Daniela( filhota )

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    1. Eu acredito que nada é por acaso.
      Um xi-coração para as duas :)

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  42. Olá Luarte.

    Isto é verdadeiro serviço público. Obrigada por partilhares!
    Não passei por isso (tenho passado por outras parecidas) mas durante os 5 anos que "frequentei" as consultas do Serviço de Infertilidade do Santa Maria lidei de perto com senhoras (muitas) com endometriose. Acho que quase já tinha as mesmas dores que elas. Não desejo a ninguém o que sofri, mas também não desejo a ninguém o sofrimento que vi naquelas senhoras. Por isso não desvalorizem os sintomas. Um médico diz que é normal, vão a outro porque não é, de todo, normal.
    Um beijo Luarte. Grande mulher!
    Teresa

    https://www.facebook.com/darteideias

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    1. Obrigada Teresa, pela partilha e pela solidariedade.
      Espero que tudo corra ou tenha corrido bem contigo.
      Beijinhos e tudo de bom para esse lado.

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    2. Correu Luarte. O resultado está aí, uma linda menina que já vai fazer 23 anos. Abençoadas FIV. Como se costuma dizer, à 3.ª é de vez, neste caso foi.
      Beijinhos
      Teresa

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    3. Um bem haja a essa 3ª vez :)

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  43. A minha Finalista tambem foi operada, tem sempre muitas dores talccomo tu, mas o periodo dela é incerto e pouco.
    Foi esse o motivo de não conseguir engravidar e de tantos tratamentos que teve de fazer.
    Não sei como são as dores mas vejo-a a ela a sofrer e imagino.
    Beijos

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    1. Olá, Pinta Roxa :)
      Não sei o que dizer..., cada um com o seu fado :P
      Um beijinho para a tua filhota e que tudo corra bem :)

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  44. Olá

    fizeste muito bem em contar um pouco da tua história, e sendo o teu blog tão visitado, sem dúvida alguma que irá servir de alerta a mulheres que provavelmente sofrem desta doença e ainda não o sabem!

    Apesar de eu também ser portadora de endometriose severa, tive a grande sorte de ter sido logo de inicio devidamente diagnosticada. E se já assim passei horrores, imagino o teu sofrimento ao longo de anos...

    Mas como tu própria dizes, a vida prega-nos partidas mas também nos ensina a dar muito mais valor ao que nos rodeia. E conseguimos descobrir, que mesmo com endo, temos uma ânsia enorme de viver!

    Beijinhos.

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    1. Olá, Carla
      Obrigada pelo teu testemunho.
      Tal como tu, tenho imensa ânsia de viver. Não sou pessoa para me deixar abater, nem me entregar a tristezas.
      Beijinhos e tudo de bom para ti.

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  45. olá Luarte, gosto muito de visitar-te e este post chamou a minha atenção , porque tal como tu também tenho endometriose.
    Esta doença que nos acompanha para sempre, a mim só me começou a chatear verdadeiramente quando decidi ter um segundo filho e deixei de tomar a pílula. Comecei a andar com o período quase o mês todo e a ter as tais dores "fatais"...
    Já sabes como é, de ginecologista em ginecologista, quistos nos ovários para aqui e para acolá, toca a operar, toca a tirar um ovário e só aí descobrem que tenho a doença...
    Ainda me resta um ovário, só para prevenir a menopausa precoce, senão já nem tinha nenhum.
    E assim continuamos a nossa vidinha, porque não há nada a fazer, só depois da menopausa a coisa deixa de ser dolorosa, pois já não existe menstruação.
    Fizeste bem em partilhar a tua história pois assim ajudarás as mulheres que sofrem do mesmo problema que nós, beijinho:)

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    1. Olá, Helena :)
      Obrigada pelo teu testemunho. Somos muitas as portadoras de endometriose, já para não falar que existem muitas mais que não sabem que têm esta doença.
      Daí ter decidido partilhar a minha história.
      Desejo que tudo corra bem contigo e que continues a encontrar muitas razões para seres feliz, mesmo com esta doencinha manhosa :)
      Beijinhos

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  46. Só tenho a dizer: és uma grande e corajosa mulher. Bjs!

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    1. Obrigada pela força e pelo carinho :)
      Beijinho

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  47. Embora ja tenha ouvido falar no nome desconhecia por completo o que é exatamente e os problemas que daí podem surgir.Certamente o seu testemunho ajudará muitas mulheres tal como a Luarte sofrem e aos quais muitos sintomas serão desvalorizados.Eu tb sofro de problemas e sei bem o que é desvalorizarem as nossas queixas infelizmente .Um grande bem haja pelo seu testemunho e pela sua partilha e pela grande MULHER que é!
    um beijinho
    http://osmeuspestinhas.blogs.sapo.pt

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    1. Obrigada pelo comentário. Infelizmente há muitos médicos que desvalorizam as queixas dos doentes, achando que somos piegas. Depois de tudo o que me aconteceu, dificilmente voltarei a resignar-me no que à saúde diz respeito. Há muitas situações que simplesmente nos podem custar a vida.
      Beijinhos e obrigada pelo comentário.

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  48. ainda bem que contou esta experiência, porque eu já tinha ouvido falar da doença mas não sabia nada de nada agora sinto-me esclarecida. Obrigada pelo testemunho.

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    1. Penso que espalhar a palavra pode ajudar muita gente quer direta ou indiretamente.
      Beijinhos

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  49. Olá Luarte, sua história é sem dúvida emocionante e me fez chorar, pelo que passaste e por sua força em viver.
    Estou passando por uma fase difícil, com alguns problemas de saúde; não é endometriose mais tem me roubado às forças e lendo seu testemunho me sinto encorajada à lutar também.
    Obrigada por compartilhar.
    Se antes à admirava, agora passo à admirar-te ainda mais.
    Beijinhos

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    1. Obrigada pelas palavras de carinho e força.
      Espero que os seus problemas de saúde tenham passado ou pelo menos estejam controlados.
      Beijinho Rose.

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  50. Pessoalmente tenho muita sorte e são raros os meses em que me doí a ter o período (felizmente porque quando me dói é a "sério" - não é tanto como senti a ter o meu filho mas anda lá perto).
    No entanto, desde que tenho o período essas dores só me assolaram umas 10 vezes no máximo (e já tenho periodo há 12 anos).

    Mas quero agradecer a tua partilha porque uma prima minha tem os sintomas que relatas e sempre foram desvalorizados. Ela chega ao ponto de ter que estar deitada durante alguns dias em quase todas as suas menstruações (tem 27 anos actualmente). Quando éramos mais novas lembro-me de que todos lhe diziam que era normal, que todas nós ou sofremos mais ou menos. Até lhe chegaram a dar-me como exemplo que ou não sinto nada ou fico KO...

    Sei que ela ainda sofre muito com isto. Vou-lhe falar da endometriose. Pode não ser mas...
    Por isso, obrigada pela partilha.

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    1. O meu único conselho é que a tua prima procure o quanto antes um especialista, ou seja, um ginecologista entendido em endometriose. Ela até pode não ser portadora da doença, mas só sendo vista por um especialista e fazendo alguns exames se poderá fazer o despiste desta doença que ataca tantas mulheres e continua a ser motivo de tantas e tantas dores silenciosas.
      Beijinho para as duas.

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  51. Quero dar-te os parabéns e, também, agradecer, por partilhares uma parte tão pessoal da tua vida. É preciso coragem e admiro muito o facto de quereres alertar outras mulheres. Eu também sempre tive muitas dores menstruais e, associado a isso, tenho diarreia, às vezes vómitos, e suores frios. Nos primeiros 2 dias do período perco a força, tenho dores horríveis que se alastram para as pernas e rins... Não consigo estar em pé porque a dor piora muito. E perco bastante sangue (embora só nos primeiros dias. Costumava tomar Ponstan, que acalmava as dores (mas não podia andar em pé, tinha que ficar sentada) mas agora tomo Cerazzete para não menstruar... Acontece que não gosto de ter que tomar a pílula pois sei que não vai resolver o meu problema. Só que nenhum médico até hoje deu importância às minhas dores. Posto isto, o que posso fazer, quem devo procurar, se os médicos se limitam a receitar analgésicos (que não fazem nada!) e pílulas como forma de camuflar a situação mas nenhum deles se preocupa em perceber a causa e tratá-la? Tenho medo que isto possa ser mais do que um pesadelo todos os meses. Beijinhos para ti e muita força!

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    1. Olá!
      Pela descrição dos teus episódios menstruais eu quase que arriscaria a...
      Ter dores não é normal, mas infelizmente há muitos médicos que teimam em ignorar as queixas das doentes.
      Um conselho que te deixo é que procures um bom especialista. Não é simplesmente um ginecologista é alguém que perceba mesmo de endometriose para poderes fazer o despiste dessa doença e descobrires o que verdadeiramente tens, ao invés de viveres nessa incógnita e o teu corpo continuar a queixar-se todos os meses.
      Não sei de onde és, mas se for do teu interesse poderei aconselhar-te alguns nomes e indicar-te alguns lugares que te poderão ajudar. Se quiseres, agradeço que me envies um e-mail.
      Beijinhos e que tudo corra da melhor forma contigo.

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  52. Muitos parabéns pela força que tens:) gosto de ler o que tu escreves e incentiva qualquer um a não desistir!!!
    Só agora li este post!
    Beijinhos,
    Márcia

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