sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Artisan Bread ou Pão Artesanal (preparação em 5 minutos)

Estou fã, completamente rendida à receita padrão do Artisan Bread, do livro "Artisan Bread in Five Minutes a Day", de Jeff Hertzberg and Zoe Francois.

Existem inúmeras variações desta receita, mas a minha incursão na receita padrão é ainda muito recente, pelo que ainda não tive nem necessidade, nem curiosidade de me atirar em novas aventuras no universo da panificação made in home.

O melhor desta receita é o facto de ser tão simples e rápida de preparar e dar tão pouco trabalho a fazer. O tempo gasto da nossa parte é mesmo 5 minutos. O resto fica entregue à fermentação e à cozedura. 

E o incrível de tudo é que para fazer este pão artesanal não precisamos nem de máquina do pão, nem de qualquer robô de cozinha, nem de amassar à mão. Só precisamos de uma colher de pau para misturar os ingredientes. Não é fantástico?

Na altura do seu boom blogosférico, em que muitos blogs de culinária partilharam esta receita ou variações do artisan bread, eu andei distraída (para não variar) e passou-me ao lado. Lembro-me de ter visto aqui e ali, mas não dei muita atenção ao conceito.

Mas há duas semanas atrás, num jantar em casa de um casal amigo, fiquei a saber que ali se consumia este pão e desta vez fiquei a matutar no assunto.

Pesquisei e adaptei às minhas necessidades e os 3 últimos pães cá em casa são o resultado desta receita. Estou rendida!

Mas o potencial desta massa não fica por aqui. Não só podemos usar esta massa para fazer pão, como pizzas, mas também reservá-la numa caixa fechada, mas não hermética, no frigorífico durante 2 semanas. Sim, 15 dias, sem que se estrague.

Sempre que precisamos de massa para fazer um pão, vamos ao frigorífico tiramos a caixa para fora, polvilhamos a superfície da massa com farinha e com uma faca de serrilha ou uma tesoura cortamos a quantidade de massa que queremos. O resto é novamente reservado no frio nas condições anteriores.

Ao que parece a massa indo ao frio torna-se mais fácil de trabalhar e com o passar dos dias fica ainda melhor, o que deve resultar num pão de sabor mais apurado (julgo eu que ainda não experimentei). Mas atenção, convém que a massa, antes de ir para dentro do frigorífico, repouse à temperatura ambiente  durante 2 horas, caso contrário compromete-se toda a fermentação.

Se decidirmos levar a nossa massa ao frio, no dia em que a usarmos para fazer pão, convém que repouse entre 40 a 60 minutos à temperatura ambiente para que volte a levedar.

O próximo video é bastante elucidativo relativamente ao que acabei de explicar:


Até agora, optei por usar farinha que já tinha, farinha pré-preparada para Pão de Sementes. Mas esta receita pode-se fazer com qualquer farinha. Aliás eu arrisquei na farinha pré-preparada porque era a que tinha disponível em grande quantidade cá em casa. Não ia desperdiçar. Não acrescentei uma pitada de sal porque a farinha pré-preparada já tem sal na sua composição.

Pão Artesanal de Sementes


Ingredientes:

350 ml de água morna
500 gr. de farinha pré-preparada para pão de sementes
1 colher de sopa de levedura granulada de padeiro

Preparação:

1) Verter a água morna para uma taça ou caixa grande e adicionar o fermento. Misturar.

2) Acrescentar a farinha.

3) Com uma colher de pau misturar todos os ingredientes até estarem bem incorporados.

5) Tapar a taça com um pano de cozinha ou fechar a caixa com a tampa.

6) Deixar levedar à temperatura ambiente durante 2 horas (opto por guardar o recipiente durante este tempo dentro do forno desligado para assegurar que não existem correntes de ar durante o processo de fermentação que possam comprometer o crescimento da massa).

7) Verter a massa para dentro de um tabuleiro de forno, forrado com papel vegetal e polvilhado de farinha. Moldar ligeiramente a nossa massa para lhe dar forma (nesta altura a massa é bastante mole). Polvilhar a superfície da massa e fazer alguns cortes decorativos com a faca. Voltar a tapar com um pano, enquanto o forno aquece.

9) Levar a cozer em forno pré-aquecido a 240ºC durante 25 a 30 minutos. Atenção o ambiente de cozedura deve ser húmido pelo que se aconselha a colocar uma taça/copo com água na prateleira debaixo ou encher o tabuleiro inferior do forno com água.

10) No fim do tempo bata com o nó dos dedos no cimo do pão e confirme que o som é seco. O pão está feito. Retire e deixe arrefecer sobre uma grelha.

P.S. A farinha integral com sementes é mais pesada que a farinha branca, por isso é natural que não se criem aquelas bolhas de ar no interior do pão, que aconteceriam mais facilmente utilizando apenas farinha de trigo.

E por aí quem já experimentou o Artisan Bread? E quem nunca experimentou e ficou com curiosidade?

Beijinhos e bom fim de semana.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Reminiscências

Vocês ainda têm memória daqueles sapatos de carneira que todos os miúdos, meninos e meninas, usavam nos pés há umas décadas atrás?

Esses sapatos e botas eram de uma resistência ímpar. Aquilo durava uma eternidade. Na minha altura não achava particular graça ou beleza a esses sapatos unissexo e sem cor. Mas dizia-se que eram sapatos bons para o pé chato. Era um bom calçado corretivo. E eu lá usava. Que remédio!


No meu 7º ano lembro-me da minha professora de Geografia ter uns sapatos desses, muito redondinhos, que ela usava com calças curtas e meias às riscas a fazer lembrar um arco-íris. Era a sua imagem de marca. Eu achava-lhe imensa piada. A minha professora de Geografia tinha uma alma de criança e isso traduzia-se na rebaldaria que eram aquelas aulas de Geografia. Naquela altura a única explicação que encontrava para tamanha falta de respeito dos alunos era o ar acriançado da professora, que a punha em desvantagem em relação aos restantes colegas, com ar mais austero e menos divertido, mais capazes de impor disciplina.

Mas tirando esse episódio, e depois disso, passei a apreciar esse estilo de sapatos de uma forma ternurenta. Criança que encontrasse com uns sapatos de carneira, merecia de imediato a minha estima e quando encontrava uma jovem com sapatos semelhantes (rapazes homens nunca vi), a fazer lembrar o calçado das crianças, merecia logo a minha admiração. Era adulto que não tinha crescido :)

Hoje em dia são menos as crianças que usam este calçado de carneira. Parecem estar em vias de extinção.

Por isso quando entrei na Pull&Bear e vi estes sapatos de pele, ainda que diferentes dos primeiros, vieram-me logo à ideia os tais sapatos de carneira. Reminiscências.


Todos em pele e cosidos ao couro da sola, num tom amarelo mostarda, não resisti a comprá-los. 

Num misto de sapatos de carneira e um estilo de sapato masculino, estava ali uma fusão que me atingiu de imediato o coração. 

Sóbrios, a dar com tudo e mais um par de botas, seremos de certo grandes companheiros nas mais diversas jornadas :)

Beijinhos e o resto de um bom fim de semana.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Às vezes acontecem-me coisas insólitas

Hoje à hora de almoço entrei na Parfois para ver as novidades.

Dei-me conta que estavam com vários modelos de sabrinas engraçadas e a bons preços. Fiquei fisgada numas com textura e padrão de cobra, num tom laranja, castanho e dourado. Estavam marcadas a 14,99€

Experimento o 36 e ficam ok no pé. Apercebo-me que numa das solas está colada uma etiqueta a marcar 7,99€. Assim numa de confirmar que aquela etiqueta não foi ali colada de forma errada, procuro nos restantes pares que estão expostos na loja a mesma etiqueta de saldos. Nenhum par tem. E eu penso cá para com os meus botões: "fixe, fixe era agora registarem-me as sabrinas a 7,99€". Já não largo o meu parzinho e decido dar uma vista de olhos no restinho de saldos que ainda existe de brincos e colares antes de pagar e sair da loja. A única coisa que me interessou foi um fio muito mimoso a 2,99€.

Contas feitas por alto, já vou preparada para pagar os cerca de 18 euros.

Já na caixa a funcionária apresenta-me a conta de 12,97€.
Os meus olhinhos sorriem :) 

Chego a casa e despejo o saco.



Mas eis que no fundo do saco junto à revista da loja há mais um terceiro artigo. Raios, mas então que pregadeira é esta? Eu não comprei nenhuma pregadeira, nem peguei em nenhuma. Primeiro pensamento: a funcionária da loja deu-me uma pregadeira de borla.


Pego no talão e lá está a pregadeira registada! Óoooooolha-me esta!!!!

A única explicação que encontro é que a pregadeira já estaria em cima do balcão quando pousei as minhas coisas e eu distraída como sou não dei conta.

Confirmo ainda que as sabrinas afinal não custaram 7,99€, mas foram registadas a 5,99€. Ainda mais baratas. Oh Yeahhh!

E agora o que faço com a pregadeira? O talão diz que não se aceitam devoluções de artigos de Festa, Cabelo, Bijuteria, Lingerie e vernizes.

Depois penso, podia-te ter calhado uma pregadeira muito feiinha. Esta preta até é bem gira e discreta. Tem um ar super vintage. Olha Luarte era mesmo isto que precisavas para disfarçar aquele cosido mal amanhado na gola do teu vestido verde, não era?

O meu vestido verde de verão, na última lavagem, descoseu na zona da gola. Voltei a cosê-lo mas não ficou igual. Não voltei a vesti-lo por causa desse pormenor. Precisava de um colar, de uma fita ou de um acessório para disfarçar aquela incorreção mesmo no meio da gola. 


E que impecável que ficou com a pregadeira. Até o vestido ganhou um ar mais chique :)




Bem vistas as coisas, mesmo com pregadeira tive um desconto de 5 euros em relação ao preço inicial que contava pagar :P 

Beijinhos e bom fim de semana :)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O fabuloso bolo de chocolate

Há tanto tanto tempo que não fazia um docinho cá em casa. Não fosse o Dia de S. Valentim pedir amor e doçuras, e eu talvez continuasse sem grande vontade de cometer travessuras.

Mas o amor tem destas coisas e assim à última da hora decidi fazer um bolinho de chocolate para levar para casa dos meus pais e comermos a seguir ao almoço. Assim numa de amor partilhado a 4  com café à mistura :) O fim da tarde, o jantar e a noite, esses estiveram por nossa conta, numa de amor a dois.

Esta receita já estava na minha mira há muito tempo, mas o pretexto de a experimentar e fazer as minhas adaptações, só aconteceu este fim de semana.

A ideia de um bolo de chocolate húmido e sem óleo foi o verdadeiro motor para que eu nunca mais tivesse esquecido esta receita, desde que a vi no canal Kitchen24.  Valeu a pena a espera.

A minha receita foi adaptado da receita do "bolo de chocolate e curgette", da Filipa Gomes.

Desde sábado que este bolo de chocolate ficou conhecido pelo nome:


O Fabuloso Bolo de Chocolate

Ingredientes:

Bolo

4 ovos
1 chávena e 1/2  de açúcar mascavado
3 chávenas de curgette ralada (corresponde a 1 curgette média/grande)
2 chávenas de farinha de trigo
1 chávena de chocolate em pó
2 c. de sopa de vinho do Porto (ou um licor a gosto que ligue bem com chocolate)
1 c. e 1/2 d chá de fermento em pó
1 c. de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal

Molho:

1 iogurte natural
100 gr. de chocolate negro
1 c. de sopa de açúcar mascavado

Preparação

Bolo

1) Untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha. Ligar o forno a 180ºC.

2) Numa taça e com a ajuda de uma batedeira, bater os ovos com o açúcar e o vinho do Porto.

3) Acrescentar ao preparado a farinha, o fermento, o bicarbonato de sódio, o sal e o chocolate. Voltar a bater a massa.

4) Acrescentar a curgette ralada e envolver bem na massa (por uma questão estética, da próxima vez que fizer esta receita vou descascar a curgette para que não apareçam alguns pequenos pontos verdes nas fatias de bolo).

5) Verter o preparado na forma e levar ao forno durante 45/50 minutos.

6) Antes de desenformar, fazer o molho.

Molho

1) Levar ao lume o cholocate partido aos pedaços com metade do iogurte e o açúcar. Mexer até o chocolate derreter completamente e se fundir com o iogurte.

2) Desligar o lume e acrescentar a outra metade do iogurte. Mexer até ficar uma calda de chocolate.

3) Desenformar o bolo e regar com o molho de chocolate.

4) Decorar a gosto (com raspas de laranja, com pepitas de chocolate, frutos vermelhos, etc...). Eu decorei o meu com gomas em formato coração, com pepitas de chocolate e açúcar em pó.


Este bolo fica com uma consistência ótima. Fofo e molhado. O sabor da curgette por ser neutro, é completamente absorvido pelo chocolate. É a curgette que lhe dá a humidade e o transforma num bolo delicioso e muito mais saudável, do que o uso do óleo ou outra gordura. Quem olhou para a receita original, deve ter reparado que alterei não só algumas quantidades como substituí o açúcar branco pelo amarelo e as natas por iogurte. Sempre que posso e é fácil, prefiro optar por produtos equivalentes e mais saudáveis.

P.S. O bolo no dia a seguir ainda estava mais saboroso que no próprio dia. Uma verdadeira delícia ;)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Cogumelos com sabor intenso

Aqui por casa consomem-se muitos cogumelos frescos. O meu frigorífico sem cogumelos, é um frigorífico desfalcado.

Gosto de cogumelos de toda a maneira e feitio, mas uma das formas que mais gosto e que mais faço cá por casa é salteados.

Salteio-os à parte e depois acompanho com tudo o que é prato.

A forma como os cozinho é do mais simples. Sem qualquer gordura. O sabor fica muito mais intenso e acabam por ser cozinhados de uma forma muito mais natural e saudável. Além disso ficam com a textura ideal, uma textura consistente.

Como os cogumelos se comportam como esponjas, se os lavarmos, eles absorvem muita água. Além de lhes diminuir o sabor, o excesso de humidade torna-os mais moles, e isso nota-se bem na cozedura.

Idealmente os cogumelos devem ser limpos e não lavados. Mas se estiverem muito sujos podem ser passados rapidamente debaixo de um jato de água (esta é a técnica que sempre fiz).

Desde que li este post da Anabela, do blog Aproveitar a Vida, deixei de lavar os cogumelos fatiados. Até porque esses já vêm limpinhos. Em relação aos inteiros passei a limpá-los com um pano de cozinha húmido. 

Mas dizia eu que os cogumelos salteados sobre o seu próprio suco ficam muito mais saborosos e suculentos. Não há necessidade de adicionar qualquer tipo de gordura. Aqui refiro-me aos cogumelos mais comercializados: os brancos.

Preferencialmente deveríamos optar sempre pelos de cultivo biológico, mas os preços continuam a ser estupidamente exagerados.

Mas vamos à receita mais simples de cogumelos.

Cogumelos com Sabor Intenso

1) Aquecer uma frigídeira anti-aderente e colocar de seguida a quantidade que quisermos de cogumelos (não convém sobrepôr uma camada grossa) na chapa quente.


2) Pouco tempo depois os cogumelos começam a exalar o cheirinho típico a cogumelos e a largar os seus sucos. Nesta fase adiciono uma pitada de sal grosso e alho em pó (podemos adicionar outras ervas ou condimentos a gosto, mas eu tento conservar o mais possível o sabor original do cogumelo) e deixo cozinhar mais um pouco, sem deixar amolecer muito ou reduzir demasiado o seu tamanho. E já está!


Os cogumelos ficam no ponto ideal de cozedura, firmes e com um sabor intenso a cogumelo.

Beijinhos

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Pipocas caramelizadas

Quem não gosta de umas pipocas bem feitas, assim à medida do nosso paladar, enquanto se assiste a um filme descontraído, a meia luz, bem refastelados no sofá?

Eu não sou grande apreciadora de pipocas muito doces. Enjoam-me e fazem-me muita sede ao fim de pouco tempo. Gosto de pipocas doces e salgadas. Gosto de sentir em simultâneo o contraste de sabores.

As caramelizadas aprendi a fazer há pouco tempo. As experiências passadas foram um fracasso ao ponto de chegar a pensar ser de todo impossível fazer boas pipocas caramelizadas em casa.

Como em muitas outras coisas, enganei-me no exato dia em que pela primeira vez consegui umas pipocas caramelizadas perfeitas.


Para mim umas pipocas perfeitas são aquelas em que encontro o ponto certo do açúcar, em que consigo pipocas sequinhas e soltas, pipocas com um caramelizado crocante e em que não fico com as mãos oleosas ou pegajosas de cada vez que vou à taça buscar uma mão cheia delas.

Vamos então à receita, que pode ser adaptada consoante a quantidade de milho a usar. Preferencialmente tenho vindo a optar sempre por ingredientes mais saudáveis como o açúcar mascavado ao invés do branco e o azeite em vez de óleo. 

Ingredientes:

50g de milho
3 colheres de sopa de áçucar mascavado
1/2 colher de sopa de manteiga com sal
1/2 colher de café de bicarbonato de sódio
1/2 colher de café de azeite

Preparação (1ª parte):

1) Unta-se o fundo de um tacho com azeite (o azeite serve apenas para olear o fundo)

2) Coloca-se a quantidade de milho que preencha o fundo do tacho sem sobreposição de grãos.


3) Tapa-se o tacho e leva-se a lume brando.

4) Cerca de 1 minuto depois começamos a ouvir o milho a estoirar. Agita-se o tacho de vez em quando, para que os grãos não se colem ao fundo e não queimem. Não retirar a tampa durante o processo.

5) Quando deixarmos de ouvir o milho a rebentar desligamos o lume. As pipocas estão prontas. Podemos destapar o tacho.

Eu faço sempre as minhas pipocas desta forma. Ficam sempre perfeitas. Como diz o velho ditado, em equipa que ganha não se mexe.

Vamos passar então para a 2ª parte, que pode ser iniciada ainda na fase da rebentação das pipocas.

Preparação (2ª parte)

1) Num tacho mais largo que o primeiro juntamos o açúcar e a manteiga e levamos a lume brando*.

2) Quando o açúcar e a manteiga começarem a derreter, mexemos com uma colher de pau, para a mistura não agarrar ao fundo. 

3) Assim que a nossa mistura começar a fervilhar e a ganhar uma tonalidade dourada, adicionamos o bicarbonato de sódio e mexemos durante 3 a 5 segundos.

4) De seguida juntamos as nossas pipocas, baixamos o lume para o mínimo e com a ajuda da colher de pau envolvemos as pipocas no caramelo até que fiquem cobertas por igual.

5) Desligamos o lume. Deixamos arrefecer 1 minuto e vertemos as pipocas numa taça.

Estão prontinhas a serem devoradas :)


A confeção destas pipocas não leva mais de 5 minutos.

*Nota 1: Se quiserem pipocas bem doces, não usem manteiga com sal e adicionem mais 1 colher de açúcar.

**Nota 2: Estejam atentos à cor do caramelo e não deixem escurecer muito. Quanto mais escuro, mais amargoso. 

Esta técnica de caramelização também pode ser usada em frutos secos, como amendoins, nozes, etc...

Beijinhos e continuação de uma excelente semana.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Picar ovo cozido em poucos segundos

Foi a minha querida amiga Li quem criou em mim o gosto e o hábito de comer sopa em creme com um ovo cozido picado.

Ai o que eu adoro um creme de cenoura ou uma sopa de tomate salpicadas com um ovinho picado em cima.

É mesmo bom! Um autêntico regalo para o estômago. Até o P. já se rendeu :)

Mas foi a minha amiga S. quem nos ensinou às duas (a mim e à Li) como se pica um ovo cozido em segundos, só com uma caneca e um garfo.


Cozido e descascado o ovo, colocamo-lo dentro de uma caneca e com um garfo começamos a bater de forma enérgica o ovo em movimentos rápidos, para a frente e para trás e em movimentos circulares. 

Em menos de nada temos o nosso ovo todo picadinho.


Ótimo para acompanhar sopinhas, servir de recheio em certas iguarias, decorar pratos, etc...

Já conheciam este truque?

sábado, 24 de janeiro de 2015

Descobri o jarro elétrico, trá lá lá!

Eu devo ser o último espécime da espécie Humana a descobrir as maravilhas de um jarro elétrico.

Na casa dos meus pais nunca existiu nada disso. Também nunca troquei impressões com ninguém sobre as possíveis vantagens de ter este pequeno eletrodoméstico na cozinha. Nunca foi tema de conversa, nem nunca suscitou grande interesse da minha parte. Embora sabendo da sua existência, nunca foi nada que despertasse a minha curiosidade. Sempre achei que o fogão desempenhava bem a função de aquecer e ferver água. 

Foi por mero acaso que esbarrei há coisa de 1 mês e meio com um estudo da Deco, já com dois anos, a indicar as vantagens dos jarros elétricos. Ver aqui.

Segundo o mesmo estudo, o jarro elétrico é o campeão da poupança a aquecer água, por comparação com outros aparelhos como o micro-ondas, fogão a gás, placa vitrocerâmica e indução.

Por coincidência, mais ou menos na mesma altura, o LIDL pôs à venda uns jarros elétricos de inox.

Pela qualidade do jarro, capacidade, funções e preço (19,99€), pareceu-me bem porreirinha a compra.

Existiam várias cores, mas optei pelo vermelho!

O que eu andei a perder, meu deus!


Este menino tem sido o rei da minha cozinha. Extremamente útil e rápido a aquecer água tem-me facilitado imenso e sobretudo poupado tempo a cozer o arroz, massa, legumes, fazer chá, sopa, aquecer água para o meu saquinho de água quente, etc...

Além de ser super rápido a aquecer ou ferver água é muito mais seguro, já que desliga automaticamente, quando atinge a temperatura máxima, não havendo riscos de transbordar água e causar acidentes graves.


Estou totalmente rendida ao jarro elétrico.

Bem sei que por aí toda a gente está careca de saber o regalo que é ter um jarro elétrico na cozinha, mas já que descobri esta maravilha agora, deixem-me fazer a festa, atirar os foguetes e apanhar as canas, pode ser? :D

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Disfarçar as olheiras

Até aos 30 os meus cuidados com a pele do rosto limitavam-se a pôr creme hidratante de manhã e estava a festa feita para o resto do dia e da noite.

Até a essa data não me recordo de alguma vez ter usado um corretor de olheiras, por exemplo. Aliás, mesmo fazendo um bom esforço a esta cabecinha, nem me recordo de ter olheiras dignas de disfarce ou então estava-me nas tintas para o assunto.

Sem dúvida que a minha entrada nos 30 trouxe consigo várias mudanças. Mudanças naturais que vão chegando com a idade, mas também mudanças na minha atitude. Uma delas foi começar a preocupar-me em cuidar mais de mim e do meu aspeto. Preocupar-me não em disfarçar a idade, mas em envelhecer, amadurecer melhor, com qualidade. Olhar-me ao espelho e aceitar e gostar de me ver com todas as mudanças que vão acontecendo no meu corpo. 

Mas falava eu que os 30 trouxeram-me as olheiras. Umas olheiras escuras e vincadas.

Podem ser várias as causas para o aparecimento de olheiras, sendo as mais comuns o envelhecimento, a fadiga, o stress, a falta de descanso e fatores hereditários.

As minhas são o meu odiozinho de estimação. Quem não tem o seu que atire a primeira pedra.

Já experimentei uma série de mezinhas, já usei vários tipos de corretores, de várias tonalidades. Nestes anos já perdi a conta às marcas que experimentei. 

A verdade é que um rosto pode estar impecavelmente cuidado, mas se as olheiras estiverem ali bem presentes, não nos esquivamos de um rosto com um aspeto mais cansado e envelhecido.

Muito recentemente, e para ajudar no descongestionamento da pele na zona abaixo da pálpebra inferior, passei a aplicar, depois da limpeza do rosto e a seguir à aplicação do creme de noite, um pouco de óleo de amêndoas doces nessa zona e a fazer uma pequena e suave massagem para melhorar a absorção e  a circulação sanguínea. 


Os resultados não se verificam no dia a seguir, mas uma aplicação regular ajuda a clarear os círculos escuros. Desde que passei a fazer esta mezinha que a minha zona de olheiras tem-se apresentado mais clara, o que ajuda muito para a fase seguinte: aplicação do corretor.

Os meus últimos dois corretores, e que recomendo vivamente, são da marca Benefit. 

Embora já exista no coração de Lisboa uma loja da Benefit (linda que só ela, toda pin up e com aqueles produtinhos todos fofos!), esta marca é fácil de encontrar nas lojas Sephora. 

O primeiro produto foi-me recomedado por uma amiga, quando lhe perguntei, já em jeito de desespero, o que é que ela usava para disfarçar bem as olheiras.

Nessa altura a S. enfiou-me nas mãos aquele boiãozinho redondo com um restinho de corretor e disse: "Toma, fica para ti! Experimenta e vê se gostas".

E gostei mesmo. Tanto que fui pesquisar e encontrei vários testemunhos a dizerem maravilhas do Boi-ing.


Na altura do Natal comprei outro corretor da Benefit, depois de ter lido mais umas quantas maravilhas e porque estava impressionada com o meu primeiro produto da Benefit. Resolvi voltar a apostar na marca. O Erase Paste é um corretor cremoso e opaco, num tom salmão, que neutraliza as olheiras e funciona simultaneamente como iluminador. 


O primeiro aplico com os dedos. O segundo traz a pequena espátula que veem na imagem para ser mais fácil de ir buscar o produto. A mim a espátula não me dá jeito nenhum. Prefiro mesmo retirar o produto com o pincel e aplicar no rosto. E depois sim esbater com o dedo anelar.

O nº que uso tanto no Boi-ing como no Erase Paste da Benefit é o nº 2. A cor do corretor é muito importante. Embora muitas vozes digam que deve ser da cor da base ou da pele ou ligeiramente mais claro, também há quem afirme que em muitos casos resulta melhor num tom mais escuro. Sobre esta matéria recomendo que leiam este interessantíssimo post, do blog M.A.Cmaníaca.

Tenho intercalado o uso dos dois. Mesmo sendo diferentes, ambos têm uma cobertura fantástica. Gosto mesmo muito do Boi-ing tanto nas olheiras como para cobrir pequenas imperfeições do rosto. Mas estou verdadeiramente encantada com o Erase Paste por causa da luminosidade que deixa no rosto. Ambos duram-me um dia inteiro na pele. Não são produtos baratos (o preço varia entre os 20€ e os 28€), mas são de longe os melhores que já usei e duram uma vida. Valem mesmo o dinheiro. 

Por fim penso que um dos grandes passos de magia é mesmo o truque de aplicar o corretor. 

A partir do momento que passei a utilizar corretor de olheiras diariamente a minha técnica de aplicação era a mais conhecida de todas:

1) aplicar pequenos pontinhos de corretor por toda a zona a corrigir ou desenhar um semi-círculo;

2) espalhar com o dedo anelar, em movimentos semi-circulares, sem esfregar, em toda a zona escura a cobrir (zona das olheiras e pálpebra superior do olho).

(imagem retirada da internet)

A técnica do triângulo, descoberta muito recentemente, revelou-se a minha cereja no topo do bolo. Faz toda a diferença, mas toda mesmo, esta técnica de cobrir as olheiras.

E o truque consiste apenas em:

(imagem retirada da internet)


1) desenhar um triângulo invertido com o pincel, o dedo ou com o próprio aplicador se o produto for em caneta;

2) O triângulo deve começar no canto externo do olho, descer até à base do nariz e voltar a subir fechando no canto interno do olho;

3) A melhor forma de espalhar o produto e preencher a zona vazia do triângulo, é posicionar o dedo anelar no canto interior do olho e começar na zona lateral do nariz e ir subindo e esbatendo o corretor até ao canto exterior do olho (o corretor deve ser esbatido com suaves batidinhas).

Este truque do triângulo invertido garante uma cobertura mais perfeita das olheiras. Se ainda não experimentaram, faça-no e atestem a diferença entre técnicas.

Pois é, disfarçar bem as olheiras tem muito que se lhe diga! ;)

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Apertar roupa da forma mais simples

Seja por que perdemos peso e a roupa ficou larga, seja por causa da qualidade das fibras do tecido e a roupa alargou, há maneira de se conseguir apertar algumas das peças sem recorrer ao corte e costura.




Foi isso que fiz há dias com umas calças de ganga, uma camisola e um vestido de malha, estes dois últimos com grande percentagem de poliester.

Peguei nas 3 peças do avesso e pu-las a lavar na máquina na temperatura mais alta (90ºC) e no ciclo mais longo. 

A seguir peguei nas peças, sempre viradas do avesso, pu-las em cima da tábua de engomar e coloquei-lhes um pano liso de algodão em cima, secando-as sem esticar com o ferro na temperatura média/baixa e sem vapor.

O processo de encolhimento pode ainda tornar-se mais fácil se tiverem uma máquina de secar roupa.

O que eu fiz foi ir deliberadamente contra as etiquetas, contra instruções de lavagem e tratamento destas peças de roupa.

As peças reduziram cerca de um tamanho em relação ao tamanho anterior e ficaram muito mais ajustadas ao corpo.


Claro que é preciso ter cuidado, se usarmos esta técnica com alguns tipos de tecido. As peças 100% algodão, lã e linho, por exemplo, podem encolher demais quando lavadas a altas temperaturas. Peças de tecidos mais delicados, como a seda, podem ficar estragadas. Peças mais velhas e sujeitas a muitas lavagens poderão ser completamente resistentes a esta técnica de encolhimento.

Peças em poliéster normalmente são bastante resistentes a temperaturas elevadas. No entanto, porque o poliéster contém  plástico, se a água estiver muito quente, pode derreter e deixar o tecido rígido e impossível de se usar. Por isso é recomendável que a água não vá acima dos 100ºC.

Para mais informações podem consultar aqui e aqui.

Nota: Chamo a atenção para o facto deste post traduzir a minha experiência pessoal e os resultados a que cheguei. Caso alguém esteja interessado em experimentar esta técnica é importante saber que os resultados podem variar (em função das peças de roupa, da máquina, da temperatura, do ferro, etc...).

Beijinhos